Há três anos, Lyft estava se afogando. 🌊
Não metaforicamente. Financeiramente. Eles foram vice-campeões perenes do Uber, perdendo terreno rapidamente. Os fundadores trouxeram David Risher. Ex-Microsoft. Ex-Amazon. Tarefa: consertar.
Risher se expandiu para novos países. Ele apertou a mão de Waymo. A Nvidia recebeu uma ligação. Os cancelamentos de viagens caíram. Os motoristas recebiam mais. E na semana passada, os nova-iorquinos tiveram opções de táxi dentro do aplicativo Lyft.
Lucro? Sim.
Estoque? Abaixo.
Posição no mercado? Ainda segundo lugar. No fundo do segundo.
Sentei-me com Risher para perguntar o que se passa na cabeça de alguém que tenta ser o “bom” Uber enquanto gerencia um futuro de frotas sem motoristas.
A escola de reviravolta de Bezos
Risher entrou em uma confusão. Lyft detinha 26-27% de participação de mercado. A empresa sangrou US$ 300 milhões anualmente. As coisas estavam ruins.
Ele se apoiou no treinamento na academia Jeff Bezos. Obsessão. Cliente em primeiro lugar.
Ele fixou custos. Ele baixou os preços para os passageiros. Mas crucialmente? Ele aumentou as taxas para os motoristas. Por que? Porque motoristas furiosos desistem. Motoristas insatisfeitos fornecem serviço de lixo. A retenção é mais importante do que viagens baratas no longo prazo.
Hoje, Lyft é lucrativo. A satisfação do motorista é alta. Os pilotos estão voltando. A participação de mercado subiu para 31%.
Mas os investidores odeiam a incerteza. Daí a queda das ações.
31% é uma volta da vitória? Na verdade. Recentemente, uma manchete perguntou se a OpenAI estava se tornando Lyft. A história não teve nada a ver com carros. Risher não vacilou.
A América do Norte vê um bilhão de viagens no Lyft. O Uber quase dobra. Combinado? Três bilhões de viagens. Carros particulares? 160 bilhões. A torta ainda está crescendo.
A estratégia da Lyft agora: “Economize dinheiro, verifique Lyft.” A lógica é simples. Se você verificar apenas um aplicativo, estará perdendo dinheiro. Risher promete que se todos verificassem ambos, Lyft deteria mais de 50% do mercado.
Algoritmos e preços de combustível
Os preços nem sempre são consistentes. Um dia, o filho de Risher ficou preso num trem. Uber cotou US$ 70. Lyft cotou US$ 130.
Tentamos vencê-los com mais frequência do que perdemos, insiste Risher. Dados diferentes. Algoritmos diferentes. Ele diz que eles verificam isso religiosamente.
Depois vem a reclamação habitual: os gigantes da tecnologia estão recebendo uma parcela muito grande dos motoristas.
Risher nega categoricamente isso.
No início, as empresas subsidiavam pesadamente os motoristas. As pessoas se lembram daqueles dias. Ou ouça sobre eles. Agora? Risher diz que Lyft nunca cobra mais de 30% após o seguro. Período.
Quem paga quando os preços do gás disparam?
Os motoristas sim.
Ajudamos onde podemos, mas o tanque pertence ao motorista.
Robôs como a nova força de trabalho
Existe uma maneira de contornar totalmente o problema do driver. Substitua a pessoa pelo código.
Lyft fez parceria com Waymo. Grande momento.
Não é apenas um link de referência. Lyft gerencia a frota da Waymo em Nashville. Carregando. Limpeza. Disponibilidade. Um robô sentado ganha zero dólares.
Ainda este ano, começa a partilha da oferta. Os carros Waymo estarão acessíveis por meio do aplicativo Lyft e do aplicativo Waymo.
Waymo é basicamente um driver agora?
Sim. Um fornecedor. Como qualquer humano na plataforma.
Risher vê a próxima década com clareza. As transmissões manuais podem desaparecer dos carros novos em breve. O mesmo acontecerá com a direção humana para shows. Você colocará seu carro para funcionar. Quando chegar em casa, você vai querer que ele esteja limpo e bem cuidado. É aí que entra o gerenciamento de frota da Lyft.
O “bom” Uber
O sonho de Risher? Sendo o número um.
Por que? Melhor serviço.
E então ele largou. A frase que todos estão esperando para ouvir.
Nós somos o bom Uber.
Ele faz uma pausa. Admite que é um pouco desagradável dizer. Uber não é mau. Ambas as empresas fazem as coisas de maneira diferente. Mas o Uber respeita o fato de Lyft estar obcecado pelo cliente agora.
Risher acredita que essas vantagens aumentam. Ao longo do tempo.
Não se trata de vencer hoje. É sobre estar lá amanhã. Com carros mais limpos. E menos erros humanos.
Veremos para onde essa estrada vai.

























