Como a estratégia AdWords de Sheryl Sandberg construiu o império do Google

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A história da lucratividade inicial do Google não envolve apenas algoritmos de busca. É sobre Sheryl Sandberg.

Ela chegou em 2001. Não como programadora. Não como fundador. Ela era gerente geral da unidade de negócios do Google.

Em poucos meses, ela subiu a escada. Em 2003, ela ocupava o cargo de vice-presidente de vendas e operações on-line globais. Seu mandato era específico. Transforme tráfego em receita.

O produto era o AdWords. E mais tarde, o AdSense.

Antes de Sandberg, o Google era um queridinho da tecnologia com problemas de fluxo de caixa. Tinha usuários. Não tinha um modelo de negócios escalável que os investidores adorassem. Ela viu a lacuna. A taxa de cliques não era apenas uma métrica. Foi o produto.

Ela supervisionou o lançamento e o dimensionamento dessas ferramentas. O resultado foi imediato. O Google parou de queimar dinheiro. Começou a imprimir. A plataforma de publicidade tornou-se o motor que impulsionou a avaliação da empresa.

Mas o pivô não parou no lucro.

Em 2004, o escopo se ampliou. Sandberg assumiu o controle do Google.org.

Este era o braço filantrópico com fins lucrativos. Mudou a forma como a gigante da tecnologia abordava o impacto social. Em vez de apenas assinar cheques, a organização usou um pensamento no estilo do capital de risco. Eles investiram em soluções para desafios globais. Educação. Saúde. Pobreza.

A estratégia era clara. Utilize os recursos do motor AdWords para financiar mudanças sistémicas. Não foi caridade. Foi um investimento de impacto em escala.

O mandato de Sandberg lançou as bases para tudo o que se seguiu. Desde o IPO em 2004 até sua função posterior na Meta, o modelo foi definido. Construa a plataforma. Monetize a atenção. Financie o futuro.

A questão agora é se esse modelo se sustenta. Com as leis de privacidade cada vez mais rigorosas e os bloqueadores de anúncios crescendo, o mecanismo do AdWords está engasgando. O antigo manual não funciona tão bem.

Os primeiros movimentos de Sandberg foram precisos. Eles transformaram uma barra de pesquisa em uma impressora de dinheiro. Eles deram ao Google a liberdade de sonhar grande.

Mas o próximo capítulo requer um novo motor. Um que não depende do rastreamento de cada clique. O modelo anterior funcionou porque a internet era aberta. Essa janela está fechando.

O que o substitui? Essa é a aposta. E os riscos são maiores do que eram em 2001.